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O que a Netflix pode ensinar ao seu escritório de advocacia?


Pode ser difícil imaginar o que a Netflix, companhia pública com mais de 50 milhões de assinantes, pode ensinar ao seu escritório de advocacia. Mais difícil ainda é imaginá-la como uma concorrente, mas acredite, para o seu cliente, ela é.

Concorrentes não são mais somente empresas que atuam no mesmo segmento de mercado que a sua, mas sim qualquer uma que preste serviços e atendimento a seus clientes. Por isso, atente-se para exigências do mercado em que seu escritório está inserido, isso é importante, mas não perca de vista o todo. Entenda que o atendimento que você dará a seu consumidor será comparado com o atendimento que ele receberá de várias outras empresas. E como a Netflix é uma delas, vamos ver o que podemos aprender com tratamento que ela dá a seus clientes.

Facilite Para o Consumidor

O trunfo da Netflix não foi ser a primeira empresa no ramo de aluguel de filmes e séries. Mas sim ser a que mais facilitou a aproximação dos interessados nesse serviço. Se você possui um computador, smartphone, Nintendo Wii, X Box, Playstation ou basicamente qualquer dispositivo de mídia com a acesso à Internet, pode obter gratuitamente o software da Netflix, assinar o serviço por modestos R$ 19,90 e ter acesso a todo o conteúdo disponibilizado. Ou seja, provar o serviço está livre de complicações, pois ele está bem ali, somente esperando para ser experimentado.

O que o seu escritório pode aprender com isso? Faça com que seja o mais simples possível para que seu cliente em potencial tenha o primeiro acesso e possa experimentar seus serviços. Saiba utilizar as mídias sociais a seu favor e conte com um site para seu escritório. Nele, além de informações bem estruturadas, como as áreas de atuação e os profissionais que o compõem, estabeleça uma forma de contato muito simples para quem esteja o visitando.

Se tiver que subir o preço, faça isso corretamente

Em julho de 2011, a Netflix decidiu subir o valor de sua mensalidade e dividir seu serviço em duas categorias. A decisão, mal planejada, fez com que 800 mil usuários cancelassem suas contas. Na verdade, a Netflix tinha ótimas razões para aumentar o preço de sua assinatura, mas não é isso que importa para o cliente, ele precisa ver o ganho que terá por pagar um pouco a mais pela contratação.

Comunique seus clientes com antecedência, mas não procure mostrar a eles porque o aumento no preço dos serviços é justificável para o seu escritório, ele não quer saber dos seus problemas. Se preocupe em mostrar porque a mudança traz ganhos a eles, o que eles ganharão por pagar um pouco a mais. Foi fazendo isso que, no ano passado, quando a Netflix teve novamente que aumentar o valor de sua mensalidade e perguntou a todos seus usuários quais deles poderiam cancelar suas assinaturas, 73% respondeu “de jeito nenhum” ou “pouquíssimo provável”.

Nenhuma empresa pode evitar o aumento no preço de seus serviços ou produtos, mas com planejamento, a perda de clientes pode ser evitada.

Faça Parcerias Estratégicas

Parcerias estratégicas são sinônimos de relação ganha-ganha. Grande exemplo disso é a parceria entre Netflix e Apple. Permitindo que os usuários da Apple TV se inscrevessem diretamente por seus aparelhos, a Netflix adicionou todos os consumidores da Apple à sua lista de potenciais clientes. Eles podiam até pagar pelo serviço por suas contas no iTunes. Para a Apple, foi uma chance de proporcionar aos seus clientes um produto ainda mais completo. E o maior beneficiado? O usuário final, que será um cliente satisfeito das duas empresas.

E para você, já pensou nas facilidades que um software jurídico pode trazer? Essa é uma parceria que também traria ganhos a todos os envolvidos. Você não precisaria mais gerar relatórios toda vez que seu cliente precisasse ficar a par do andamento de seus processos, bastaria ceder um usuário e senha a ele, assim ele mesmo faria essa e outras consultas sempre que desejasse, não tendo acesso a processos de outros clientes.

Conrado Ramazini
Perito Contábil
CRC SP260301

Formado em Ciências Contábeis (2011), atuando como Perito Contábil Assistente e Judicial desde 2012, após diversas experiências nas áreas financeira e administrativa.

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